Cristo de All Star é um blog feito por cristãos que procuram expressar seus sentimentos, pensamentos, experiências e sonhos através da poesia.
Mostrando postagens com marcador Rafael Lohan. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rafael Lohan. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 31 de maio de 2011

Ele e a flor

 Viu ele uma flor no jardim.
Era bela, mais bela do que jamais vira antes.
O que ele faria?
Não poderia deixar ela ali sozinha.
Fitou-a por um instante.

Pensou:
“Eu com minhas mãos de brutamontes,
Se tocá-la irei matá-la.”
Se tomasse-a para si,
O jardineiro poderia ver.
Infelizmente ele não sabia correr.
Daquele jardineiro não dava pra correr.

Mas o que faço?
Olho, cheiro, assopro, tiro uma foto?
Sonho com ela pelo resto de minha vida?
Ou a roupo e ponho em risco a minha vida?

Desesperado ele entrou em parafuso,
E em toda aquela aflição seus passos já faziam estrondo,
Alguém tocou seu ombro,
Era o jardineiro a sorrir.
(digo sorrir porque sou o narrador)
Mas ele nem se quer ousou,
Olhar para o rosto daquele Senhor.

Se prostou e gritou:
“Não queria roubá-la meu bom Jardineiro!
Só passava por aqui e...”
“Tudo bem meu guri”
Interrompeu o Jardineiro.
“Só que se você arrancá-la daí, eu te arrancarei primeiro”
“Cuide dela, não lhe furtes o que não lhe é de direito!”
Assim prosseguiu o Jardineiro.

 Essa flor enfeitaria algum vaso de um castelo;
Essa flor repousaria sobre a guirlanda de uma princesa;
Essa flor seria posta sobre a mesa se ele a deixasse ai.
Por isso cuida dela, e a vê sorrir.
Vive a cada dia sabendo
Que é a escolha é do Jardineiro, destiná-la ou não para aquele guri.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

De volta a Mim Mesmo

 Tomado o barco que levaria-me fora de mim,
fui assim levado.
 Num imenso oceano de desilusão fui plantado.
 Naufragado ser que era,
mas simplesmente não afundava.
 Continuei como cadáver vivo,
 Ouvindo histórias de baleias,
 Perseguindo a cauda das sereias.

 Enfim naufraguei em um lugar melhor,
terra firme em terra minha.
 E lá estava o velho castelo chamado Mim Mesmo.

 Paredes da Emoção arranhadas,
 Quartos entulhados de traumas, gelo cobrindo a força central.
 Risadas e brincadeiras da infância,
esquecidas em um lugar qualquer.
 E num canto um baú,
que simplesmente esqueci.
 Nele o Martelo,
que não serve pra reparar barcos da Independência,
mas o castelo destruído.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Fazer-Humano

Seres humanos?
Posso nos chamar assim?

Vejo que vendemo nossa humanidade por um preço muito barato.
Fazer-humano, melhor seríamos chamados, pois já não somos.
Valorizam-nos pelo o que fazemos, talvez pelo o que temos, mas é importante o que somos?

Uma corda puxa um balde com água,
Tem água dentro do balde,
Mas o que há dentro do poço?

 Somos o que somos pelo que fazemos?
 Ou fazemos o que fazemos pelo que somos?

sábado, 23 de abril de 2011

Eu, O Leproso

Há algo em minha pele,
Uma mancha, um grude, uma laca.
Uma doença nojenta me atacou esta noite,
Ela se impregnou em meu corpo, infelizmente não sai.

 Na altura do peito ela está,
Onde a escondo por de baixo de uma túnica.
Quem desconfiará?
Apesar dela me matar,
Quieta está,
Só me corroe por dentro.

 Como lepra me consome,
Enquanto uma voz grita:
“Impuro, Impuro!”
E é assim que me sinto...

 Impuro, impuro, homens de lábios duros porém com lábia solta. Um doce amargo ponho na boca e sinto uma ardencia na lingua, a mesma laca que tenho expelido então ingiro, são minhas feridas tomando espaço no coração, no pulmão, no baço. Então preparo um laço, será essa a cura da lepra? Será a morte a dose certa? Será o fim das dores a minha meta?

 Covarde, covarde, homem sem valor. “É porque não sentes minha dor” replico. Fujo do papel, fujo da caneta, fujo da gorjeta, fujo da valeta, mas que bom que não moro na rua. Antes me igualar a um leproso do que a uma prostituta que vende o corpo e a alma. Alma minha que, por sinal branca, serve de lembrança do tempo que as feridas não as manchavam. Cada dia inventam de abrir, e mancham minha vida de vermelho e verniz. Então fujo da visão do homem e da mulher, do servo e do senhor, do acusador e do Senhor.

 O que será de mim? Há compaixão por uma alma assim, tão perdida? há uma cura para a Ferida, para a covardia. Maldita anomalia que sofro. Procuro com esforço uma gota d’água para alimentar meu dia.  

 O Homem pintado de vermelho derrama fontes de águas vivas.

sábado, 12 de março de 2011

Pobre

 Hoje notei quem sou.
Notando quem sou entendi que pouco sou.
Compreendi que nada tenho a oferecer a ninguem
senão aquilo que pouco tenho, o quase nada.

 Tenho quase nada.
O que me resta é a graça que vem de Deus,
O que me sobra é aprender desde o início.
Não há nada a não ser areia sobre os meus pés agora.

 Hoje entendo que estar ciente que nada tenho é tudo.


 A partir deste ponto então nasce o amor.

  Não da exuberância de cores,
Mas de um vazio monocromático de dor
 Não nasce de um beijo
Mas de muitos negados.

 O amor não nasce em um campo fértil
Mas no local mais árido de todos.
Onde o horizonte é cinza
É ali que ele faz a diferença.
 Todos creem que a individualidade o matou
Mas é por baixo deste solo de concreto que nasce o amor.
Uma plantinha aparentemente feia que carecesse de cuidado
Torna-se uma árvore forte que ajunta todos debaixo.



Mesmo havendo profecias passarão
línguas também cessarão.
O amor, porém, jamais acaba. 

quarta-feira, 9 de março de 2011

Pequeno cavaleiro

Capítulo I - A Infância

 Um garoto com uma espada de madeira
Treinava, quando criança, contra a armadura oca de seu pai.
As vezes com algum primo ou criança da aldeia
Provocava fagulhas de felpa.

 Se aventurava junto com leais escudeiros
Adentro de florestas, cavernas e castelos.
Derrotava dragões-pedra,
E salvava princesas de saco.

 Antes do que o esperado
Notou os meninos ranhentos que lutavam a seu lado,
Percebeu as rochas que julgou ser dragões
E repudiou as damas feitas de linho.

 Viu que pra pouco prestou ter se enfiado em buracos-caverna,
Ter armado cerco contra o casebre de sua mãe,
E ter ferido a armadura vazia de seu pai.
O mundo era feito de metal,
E não havia lugar para espadas de madeira.


Capítulo II - Maturidade
 
 Logo cresceu e a barba encheu seu rosto.
Conforme assumia compromissos
Deixava de lado suas criancices,
Esquecendo a aventura e o romance.

 Sim, de fato tornou-se homem
E herdou a armadura e a espada de seu pai.
Do barulho da madeira ao meio de risos,
Passou a ouvir outro som:
O som da carne cortada ao meio de gritos
Das batalhas que conquistou.

 Cicatrizes já marcavam seu corpo,
Como tatuagens de guerra,
O trauma já o fizera esquecer
De todos aqueles dragões-pedra.

Capítulo III - A Princesa
 Como toda boa história necessita de romance,
Não era de se duvidar que aconteceria num relance
que o bravo cavaleiro se apaixonasse por uma princesa.
Que não morava ela em um castelo,
Mas era provida de grande beleza.

 A história agora, não prossegue como as outras,
Estava ela presa em uma torre por um dragão,
Igualzinho como todas as outras lendas.
Um cavaleiro vestido de simples vestes brancas a salvou.

 Não, este cavaleiro branco não é o que andamos conversando nessa história
É um outro, sem formosura alguma, com arma e armadura nenhuma
De fato a salvou do mal que havia cativado
Humildemente se despediu e morreu pregado.

 Grata de fato a princesa ficou por este cavaleiro
A torre que prendia ela fora destruída.
O pequeno cavaleiro agora poderia conhece-la, amá-la, merece-la,
Pois aquele mesmo homem humilde salvará sua vida.

 Porém, quando salva mandou construir uma fortaleza
Pior que a primeira, na minha opinião,
Mais cheia de incertezas.
Cercada de uma realeza, escondeu seu coração.

Capítulo IV - ???

[...]

quarta-feira, 2 de março de 2011

Um chute por entre as costelas

















 "Coitado de mim"...
Sarcasticamente eu mesmo falo.
Estufei meu peito e disse que sabia de tudo.
Logo após desci, do jeito que já sabia,
porém por orgulho não quis admitir que iria.

 Aquele sentimento que mora dentro de mim
É certamente como lava dentro de um vulcão.
Quando se irrita transborda e seca.
De qualquer forma procede inútil.
Não é prático o suficiente para esquentar,
Não é seguro o suficiente para tentar.

 Então, quando achei que tinha mudado
levantei em grande pompa.
Dei minha cara a tapa e disse o que pensava.

 Pensei que levar tapas seria um bom sacrifico de amor.
Antes de terminar meu pensamento, Deus me de um chute por entre as costelas.

terça-feira, 1 de março de 2011

Apenas deixe ir



















   
 Que medo é esse?
Por acaso em seu dedo é marcado meu nome?
Por acaso há um nome impresso em seu coração senão o de Deus?
E se há algum, o que me importa?
Seria eu um raptor de imagens,
Um coletor ilegal de lembranças?

 Abro meus dedos,
E aquilo que tanto apertava na palma deixo ir.
Apenas deixo que se vá,
Pois ninguem ama o oficial que prende,
Mas sim o viajante que nada tem.

 Entendo que se ganhar algo ou alguém por aquilo que tenho
Perderei quando deixar de ter.
O dono da chave, pode trancar uma pessoa dentro de si,
mas tudo prova que ao abrir a porta, ela vai fugir.
Então deixo ir, despejo a chaves que te trancam na cadeia.
Saio do posto de carcereiro,
E subo à luz do sol.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Fragmentos de o sonho II

 E se, então, o colírio me fosse concedido, e enfim encontrasse o perfil espiritual do qual procuro? Seria deveras maravilho encontra-la e saber que ela estaria esperando... esperando... esperando pelo que? 

 E se, porventura, a visão dela não fosse míope como a minha é. Ela poderia ter a busca de um perfil espiritual semelhante ao meu, mas o que encontraria de bom em mim? Esses pensamentos me intrigam, e esse em especial me faz sentir como um mendigo a procura de uma princesa. 

 Se realmente o mendigo encontrasse a princesa, teria vergonha de se mostrar do jeito que é ( note bem que não falo de dinheiro), teria vergonha de mostrar seus farrapos espirituais e suas cicatrizes emocionais. Também teria vergonha de ser quem não é, afinal, um mendigo vestido de príncipe continua sendo um mendigo.



 O que então o pôs na cabeça de que um mendigo pode se casar com uma princesa? Seria pro acaso Deus? Ou melhor, quem o pôs na cabeça que ele sempre seria um mendigo?

domingo, 20 de fevereiro de 2011

fragmentos de o sonho

[...] Se eu já a conheço, meus olhos superficiais talvez ainda não a viram ou ela continua escondida atrás daquele rosto que insisto em olhar por fora.

   Que irônico, que improvável. Pinto um retrato falado de uma alma imperceptível ao olho nu, como se de fato alguém fosse a perceber com sua imensa juba de bravura e  seus olhos multicolores, e tivesse tamanha ousadia de prende-la em uma gaiola e trazê-la pra mim. Como se sua alma e seu coração fosse interpretados por outro homem da mesma forma que eu um dia irei fazer, e este rapaz de bom grado trouxesse-a cativa. Pois digo que isto é deveras impossível, preciso gastar menos com cartazes e mais com colírio.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Prova


A prova é amanha, o que eu faço?
Estudo, estudo, estudo.
Passei na prova,
Esqueço o conteúdo.

Confusão Temporal


 De mim foge uma borboleta;
Ao meu redor pessoas necessitam amor;
Em minha mão esquerda, uma caneta de pena;
E um rastro de papéis amassados.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Importância oportuna


 Quem se importa, afinal, com os sentimentos de uma garota?
Quem formula, por fim, ideas senão rotas,
A respeito do caso...

 Digo me importar, com flores e belas frases
"Amo-a é claro" repito com clareza
Porque então finjo ter por seu ser um certo afeto,
Se na realidade não enxergo além de um objeto?

 Intrigante meu comportamento
Rejeito a sutileza para com a menina chata
Destruo sua vida com palavras , com seta
Viro meu rosto, e disponho meus lábios a menina bela.

 Com força que abraçaria, a donzela engraçadinha
Fujo da responsabilidade de ter uma amiga.

 Com falsidade excessiva, ainda procuro me perguntar
"Quem se importa, afinal, com os sentimentos de uma garota?"

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Vagal-Ume



Madrugada de negrume
Luzes apagadas
Exceto uma que no fundo brilha,
Alumia, de fato, todo quarto
Quem me dera que o fizesse em meu coração
E infelizmente minha mente também não usufrui da mesma clareza.
Enquanto teclas são pressionadas
E neurônios debilmente trabalham
O meu sono é roubado, e minhalma sufocada.

Intrigante pensar de si desta forma
Intrigante guardar o gosto da noite na boca.
Afinal, que destino poderia ter um "acordado" como eu
Se o que desperta pela manhã é que terá a sorte boa?!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Dívida


Sonhei que pedi perdão por uma divida antiga
E fui recebido com um abraço

Sopro e asas














Então, estou aqui
Deus soprou um pouco de si em minhas narinas
Um Espirito que não foi criado do nada ou para nada.
Vim Dele e para Ele volto

 Fui posto em um mundo
Que os homens não souberam cuidar,
Não souberam nem de si mesmos cuidar.
Afastaram a criação do Criador julgando ter mais poder do que Ele.
Por fim se afastaram do que realmente foram chamados para ser:
"Seres que vivem na luz"

 De passáros que poderiam ser livres
Optaram por viver em gaiolas escuras

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Pó e terra













Afinal, o que somos nós?
Um pedaço de algo solto no nada?
Talvez unido pela força em que nossas células se ligam
Talvez unidos um no outro pelo toque, por um soco ou um beijo.

 Um monte de coisas misturadas na nossa cabeça faz sermos pensamos.
Provavelmente a vontade de fazer algo nos faz com que façamos
Vontade completamente incontrolavel devido aos nossos instintos,
Isso é o que dizem por ai

 De fato, não desejamos saber quem somos
Desejamos ser um alguém qualquer
Ou um ninguem presente na vida de alguem qualquer.

 O que nos dignifica?
O que nos torna algo além de pó e terra?
As mãos de Um oleiro.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Voo


 Respire bem fundo e solte,
Você é vivo e sente,
Você é um ser vivente,
Você fala verdade e mente.

 Respire bem fundo e solte,
O trenzinho da montanha russa sobe
Há tensão no seu corpo inteiro
Mas a garota ao seu lado é linda

 E nas pequenas partes da vida
Você recebe e perde o ar
Nas pequeninas partes,
Você aprende a voar.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Poça d'água



 Lembro-me da alegria,
dos brinquedos e das brincadeiras;
do pique-esconde e pula-corda.
 Mas quis crescer.

 Com trêze eu era o pré-adolescente.
 Hoje a barba toma conta do meu rosto
e eu quero voar para a infância,
mas há a necessidade que eu cresça
seguida do que todos esperam de mim.
 Fujo,
não para os reconditos de minha pequenez,
para um poço de lama qualquer.
 Penso, então, no futuro,
desatolo e volto.
 Reparo que rumino insistentemente o passado,
sonho desesperadamente o futuro.
Desperdiço o hoje.

 Então chove.
 Não me frustro.
 Lavo meu choro e toco ao ar meus chinelos,
a lama que cobriu meu pé fica, enfim, nas poças.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Sem estragar a chapa


 Um pouco longe daqui,
ou bem perto dai.
O que se achava que seria um dia lindo de sol 
Se torna num dia nublado e feio.
Então chovem e todos se entristecem.
A terra amolece e os passos não são mais tão confiantes,
Mas no meio da tormenta, um sinal aparece.
E ele está no meio do céu.
Esperando que ela olhe para cima e o entenda.
Mas garota bem embecada
Da uma resmungada e tapa sua testa,
A final não quer estragar seu alisamento.
Então ela não vê mais as gotas,
Ela não vê o sinal,
Ela não vê nada
Só seu umbigo, o chão,
e a palma de sua mão.