Cristo de All Star é um blog feito por cristãos que procuram expressar seus sentimentos, pensamentos, experiências e sonhos através da poesia.

domingo, 11 de setembro de 2011

Na viseira

Podes ver-me aqui?
Estou só
Só contigo e junto

Podes sentir-me?
Nesse pulsar desenfreado de paixão
Na chama que arde esse coração

Sê paz
Se a luz contigo estiver
Sê amor
Se 'cê for Ele à viver

Chama a vida
A chama acesa
Que retine agradável como sino em dia de casamento
E estridente na anunciação

domingo, 21 de agosto de 2011

Queda

Caí de skate
Ganhei dois presentes
Presentes vermelhos
Um em cada joelho

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Dicionário, palavra, ato e revolução

Esse homem que vive hoje
Diferente d'antes
Veio pra fazer revolução
Segue uma tal de evolução

Vive exemplo
Mira exemplo
O Mestre, Lutero, Agostinho, Washer, Abrantes, Camp...
Tem algo mais que dizer apenas

Exilou-se
Misturou-se
Sentiu a dor, cicatrizou e ensina

Pra os fins
Pra os filhos, não se adaptou nem se adaptará!
Começou...


domingo, 14 de agosto de 2011

Aprendendo a Odiar

Indefinidas por si só, são as atitudes descartáveis

Os erros imutáveis

As fases de um sentimento de desgosto

Meu pré-conceito contra tudo

Que foge da minha doutrina de vida

A ignorância que há certo tempo

Tenho muito temido.


Falas da boca pra fora

Uma religiosidade cômoda

Acompanhada de toda essa teoria financeira

Abusadora da fé, de pobres desesperados

Palavras de impacto, com sentido vão.

Dita por bajuladores do altar

Que luto, pra não me deixar enganar.


É tudo que tenho aprendido a odiar.

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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Paciência

 O fruto estava verde,
Não amadureceu;
O arranquei.
 
 A flor, delicada se curvou,
Pétala por pétala aberta a mão.
Foi arrancada e morreu.

 A maçã apodreceu com uma mordida.
A pétala permaneceu no jardim caída.
O tempo interrompido.

sábado, 30 de julho de 2011

Uma taça de beijo.

 Uma poesia foge da minha língua,
a busco, cato-a e guardo.
Abro um fundo buraco no peito,
deposito-a em silencio.
Mas já é tarde.
Meu coração recebe mais uma carga de tinta para em si.

 Poesia promessa, porque saíste da boca?
Sinto cheiro de madeira, queijo e vinho.
Talvez seja daquela poesia,
já que prometia iguarias,
e só sobrou o cheiro.

 O que fazes por si coração?
E tu, língua? Serva submissa.
[Prometem músicas que não sabem cantar;
prometem danças que seus pés não acompanham;
prometem a força de um músculo que não é seu]

Por fim, coração ama.
Pés, mãos e lábios não.