Cristo de All Star é um blog feito por cristãos que procuram expressar seus sentimentos, pensamentos, experiências e sonhos através da poesia.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Um par de tênis com meia ideia

Tonta, cabeça pronta pro meio.
 Gota de chuva cobrindo o rosto da menina por inteiro.
Boba, lendo.
 Boba e linda, de tênis vermelho.

 (sorte que não tenho espelho,
em mim há mais "bobeza" do que beleza)

 Encostada na árvore, livro aberto.
Fita de seda, rosto coberto
por alguma luz que trespassou a barreira das folhas.
Suas mãos folheiam, as minhas, trêmulas e tontas.

 Seu livro, seu coração.
Um elo feito entre o dedo e a folha.
Meu tremelique... meu coração no bolso sua.
O livro fechado em minha estante.

 - O que elá está lendo? - pergunto

- sobre Krakens, Amantes, Risos, Incêndios, Nômades ... and You? Perdoe-me pelo inglês...

- Lhe leio, com par de olhos meios sobre um par de tênis inteiros.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Redenção

Por redenção, eu dou os largos passos
Eu corro atrás, eu vou atrás
Preencher um grande vazio
Que atormenta o profundo e o ápice da minha vida

O meu medo e a minha vergonha de pedir perdão
Sabendo que amanhã, cometerei o mesmo erro
Isso me faz ficar assim, como um errante, insistente
Animal movido pelo erro e pela queda.

O que vai me dizer? O que eu já sei? Sim, venha.
A mesma palavra já me serviu em diferentes momentos

Dos quais, serviram para pelo menos alguma coisa
Ajudar a crescer e entender que Deus é Quem sabe
O que é melhor pra mim.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Sinto Muito Que Te Gosto

 O poema que se segue é uma explicação breve,
do que quem ama, de fato, perde. 
E se perde
Dentro de uma atmosfera de fé.

 Não goste de mais de mim por isso,
não é esse meu intuito.
Só escrevi pra dizer o que sinto,
e muito sinto,
sinto muito, mas te gosto.

 Amor não chamo, esse tento,
faço o que posso sem te ofender.
Tento bastante lhe deixar respirar.
Meu respirar é bem ofegante por tentar te dizer.

 "Moça anônima que eu conheço tanto de longe, e tão pouco de todo
Venha com seu sopro e faça-o me dizer algo."
( Que eu sou um cavaleiro ou um cavalo,
lhe dou permissão para falar assim )

 "Moça dos cabelos coloridos, venha fazer parte do infinito
Que acaba assim que você saí" 
 "Perdoa esse bobo poeta com rimas retas,
Que sonha contigo e escreve-o no livro"

 "Agora, precisas pedir perdão por ser tão linda!
Precisas prender teus lábios, assim como os cabelos,
assim eles não prenderiam minha atenção.
Lindos sorrisos, eu confesso."
*perco a razão*

 Linda garota anônima, me vou.
Procurarei um lugar perto de ondes moras
E te fitareis da sacada,
Jogarei poesias furadas com preciosas juras de amor.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Importação de sentimentos

 Algo se prende nos dentes, uma casquinha de pipoca.
 Um pensamento preso na mente, se algo importa, tudo importa.
           Importa o frio salgado do mar, o toque ambidestro dos dedos
           O choro que saiu de novo,
           O despertar, todo esforço.
Importa a quantidade de vezes que amei,
Que me odiei, que chutei o pau da barraca,
Que contruí um castelo de pedra.
           Importa seus sorrisos,
           Importa quem você é,
           Importa se você vai ou fica. (se o doce é de maçã ou tangerina)
Olho pro céu e pergunto se importa,
Quantas portas escondem o céu.
Quanto custa um sorriso seu?
Olho pro céu da boca e não encontro preço.

           Mas não importa,
Amo-a hoje, direita ou torta,
Qualquer poderia ser,
Se importa é porque...
                                            Se algo importa, amar exporta.
         

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A formiga


Tão pequena
Tão jeitosa
Cheia de graça e esperteza

Sim, esperta e precavida
Creio que não hesita
Em dia após dia
Trabalhar duro com seu suor

Eu, sentada
A vi caminhar e admirei-me
Tão formosinha, tão pequenina
Mas com tanta força para suportar

Com um graveto a levantei ao ar
E a deixei andar
Observando e pensando:

“Senhor, um ser tão minúsculo
Mas cheio de esperteza.
Tenho muito o que aprender!”

[ps: fato verídico]

Irmãos

As mesmas piadas,

Não acompanham as mesmas risadas

As loucas conversas

Monólogos se tornaram

Em minha cabeça, em minha saudade


Eu sei, já virou clichê

Todo esse papo melodramático

Mas o que posso fazer

É bom saber que foi tão bom

Ao ponto d’eu querer tudo de novo


As rodas de violão

Ou chorar ouvindo a mesma canção

Ah, como me faz falta

Morrer de rir com histórias

Que nem existiram


É amigos, aqui eu digo de todo coração

Mesmo distante, estamos juntos como irmãos!